Importar aço da China para o Brasil: tarifas, antidumping e custo final

Verificado em 2026-10-29 em fontes brasileiras e da OMC. O Brasil não tem acordo comercial com a China, portanto aplica a Tarifa Externa Comum do MERCOSUL (TEC) — mais direitos antidumping sobre a maior parte do plano laminado chinês.

12%
TEC base sobre a maior parte do plano (linhas selecionadas 25%)
US$211,56/t
Antidumping sobre plano chinês laminado a quente e a frio
2019→
AD em vigor; renovado após a revisão de caducidade de 2025
2026-10-29
Página verificada
01

Direito de importação (Imposto de Importação) sobre o aço

Direito MFN por grupo de aço — TEC / NCM (verificado em 2026-10-29)
Posição NCMGrupo de produtosAlíquota II padrãoObservações
7208Plano laminado a quente, não ligado (HRC, placa)10,8–12%Elevado para 25% em linhas selecionadas (ex. 7208.37.00, 7208.38.90, 7208.39.10) pela GECEX, medidas de 12 meses
7209Plano laminado a frio12%—
7210 / 7212Plano revestido (galvanizado, pré-pintado)12%O pré-pintado da China também leva antidumping definitivo (ver abaixo)
7213–7215Barras, arames10–12%—
7216Seções (cantoneira, canal, perfil)12%—
7225Plano ligado (incl. placa de desgaste, aço elétrico)12%Aço elétrico grão orientado (7225.11.00) elevado de 12,6% para 25%; linhas de HRC decapado (7208.26.90/27.90) elevadas de 10,8% para 25%
7226Plano ligado, cortado em comprimentos12%Onde a placa NM / alta resistência é tipicamente classificada
7303 / 7304 / 7306Tubos12%Tubos OCTG / linha de ductos da China com antidumping de US$ 340–743/t
7308Estruturas de aço12%—

Fontes: resoluções GECEX/Camex conforme divulgado pela Câmara de Comércio Exterior do Brasil (jan-2026) e resumos de país do MOFCOM; TEC do MERCOSUL. Confirme sua posição NCM exata de 8 dígitos com um despachante — a GECEX revisa as linhas de aço com frequência.

02

Medidas antidumping sobre o aço chinês (em vigor)

ProdutoNCMDireitoSituação
Plano laminado a quente da China7208US$ 211,56 / tDesde 2019; renovado após a revisão de caducidade de 2025
Plano laminado a frio da China7209US$ 211,56 / tDesde 2019; renovado em 2025
Pré-pintado da China e da Índia7210.70— (alíquota varia por produtor)Direitos definitivos de 5 anos confirmados pela GECEX, jan-2026
Tubos OCTG e de ductos da China7304 / 7306US$ 340,42–743,09 / tEm vigor, específico por produtor
Arame-máquina de aço da China7213—Direitos específicos por produtor em vigor

O que isso significa para quem compra placa de desgaste: a placa de desgaste tratada termicamente (NM400–NM500) e a placa de alta resistência QT normalmente se classificam em 7225/7226 e não em 7208, então o direito de US$ 211,56/t sobre laminado a quente não se aplica automaticamente — mas a classificação depende da condição de fornecimento e das dimensões exatas. Confirmamos a linha NCM com nosso parceiro aduaneiro brasileiro antes de cada orçamento.

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Cascata completa do custo final

O Brasil empilha vários tributos sobre o II, cada um calculado sobre o total anterior:

TributoNível típicoBase
II — direito de importação12% (linhas selecionadas 25%)Valor CIF
IPI — imposto sobre produtos industrializados0–15% por produtoCIF + II
PIS/COFINS-Importação9,25% combinadosCIF + II + IPI
ICMS — IVA estadual≈17–18% (varia por estado)base acumulativa incl. acima
AFRMM — fundo da marinha mercante25% do frete marítimovalor do frete
SISCOMEX / DUIMPR$ 185 + R$ 29,5 por NCM adicionalpor declaração

Regra prática para 2026: sobre plano ao II padrão de 12%, os tributos não recuperáveis adicionam aproximadamente um percentual na faixa dos 15% sobre o próprio direito. Empresas com registro fiscal brasileiro tipicamente recuperam IPI e PIS/COFINS como créditos; a recuperação do ICMS depende do estado e da cadeia de revenda.

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Documentação que importa

  • Fatura comercial e packing list consistentes com o BL — o Brasil multa com rigor os pesos declarados incorretamente.
  • Certificado de origem: China e Brasil não têm acordo, portanto não existe certificado preferencial; usa-se um C/O padrão (CCPIT) para estatísticas e bancos.
  • Certificado de moinho (MTC): os transformadores brasileiros exigem o MTC original por corrida para verificação de grau.
  • Embalagem de madeira com selo ISPM 15 — exigido.

Fontes oficiais desta página

As referências aos diários oficiais de cada linha são mantidas com nosso parceiro aduaneiro brasileiro; os links permitem reverificar cada valor na fonte.

Registro de alterações

DataAlteração (fonte: GECEX/Camex via diário oficial)
2026-01-28GECEX elevou o direito de importação a 25% em nove categorias de aço (medida de 12 meses) e confirmou antidumping de cinco anos sobre pré-pintado da China e da Índia.
2026-02Aço elétrico grão orientado (7225.11.00) elevado de 12,6% para 25%; linhas de HRC decapado (7208.26.90 / 7208.27.90) elevadas de 10,8% para 25%.
2025-06GECEX elevou 19 linhas NCM a 25%, incluídas 7208.37.00, 7208.38.90 e 7208.39.10 (resumo de país da HKTDC Research).
2025Revisão de caducidade concluída: antidumping sobre plano chinês laminado a quente (7208) e a frio (7209) mantido em US$ 211,56/t.

Perguntas frequentes sobre tarifas no Brasil

Existe acordo comercial China–Brasil?

Não. As negociações são discutidas há anos, mas não há acordo em vigor (diferente do acordo UE–Mercosul, que cobre origem europeia — não chinesa). O aço chinês paga a tarifa TEC completa do MERCOSUL.

Os 25% valem para todas as importações de aço do Brasil?

Não. As cifras de 25% são medidas GECEX sobre linhas NCM específicas (por exemplo certas linhas de laminado a quente e aço elétrico), normalmente por períodos de 12 meses. A maior parte das linhas de aço permanece na tarifa TEC padrão de ~12%. Verifique a linha NCM exata antes de orçar.

Quanto é exatamente o direito antidumping sobre HRC/CRC chinês?

US$ 211,56 por tonelada métrica; o equivalente ad valorem varia com o preço (a um preço CIF de US$ 600/t é aproximadamente 35% adicional). Foi renovado após a revisão de caducidade de 2025 e segue em vigor em nossa verificação de 2026-10-29.

Posso evitar o antidumping enviando via terceiro país?

Não — reetiquetar ou processar minimamente em terceiro país é elisão, e a alfândega do Brasil (e as regras de exportação da China) tratam isso como tal. A transformação substancial genuína com mudança de origem é uma questão jurídica para assessoria aduaneira, não uma decisão de rota.

Verificado · 2026-10-29

Fontes e verificação

  1. 1Receita Federal do Brasil — TEC import tariff schedule
  2. 2Comex Stat — Brazilian foreign trade statistics (MDIC)
  3. 3WTO Tariff Download Facility
  4. 4MDIC/DECOM — Brazilian trade-remedy decisions (CAMEX/GECEX resolutions)

Os dados desta página foram verificados em 2026-10-29 junto às fontes oficiais listadas abaixo. Os dados são revisados e reverificados mensalmente; as datas de cada revisão constam nesta página.